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Coisas do Mar e da Terra -- Santolas, Naufrágio e Figos

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Coisas do Mar e da Terra -- Santolas, Naufrágio e Figos

Mensagem  Convidad em Qui Jan 27, 2011 12:02 am

Lembrei-me de trazer agora ao fórum mais uma história vivida por mim e mais três amigos – o António Pedro, o Luís Alberto e o Agostinho Silva -- há mais de 30 anos.
Todos estes companheiros de aventura praticavam caça submarina.
Um dia, o Luís Alberto e o Agostinho Silva propuseram-nos, a mim e ao Pedro, uma pescaria às santolas na praia da Marinha no concelho de Lagoa. Diziam eles que já lá tinham ido e apanhado bastantes crustáceos.
Tratando-se de um excelente marisco -- para mim um dos mais saborosos que o mar dá – aceitámos entusiasmados o convite e organizámos a pescaria.
No dia combinado, que teria que ser a um sábado pois todos nós tínhamos os n/ empregos e horários a cumprir, já no fim do Verão, lá partimos cedo de Portimão com destino à praia da Marinha.
Como era necessário levar o pequeno barco insuflável do Luís Alberto, transportámo-nos em duas viaturas – no velho Sinca Aronde do Luís Alberto seguiam ele e o Agostinho Silva levando também o barco insuflável; eu e o António Pedro seguimos no meu velho Datsum 1200.
Depois de passarmos a vila de Lagoa (na altura ainda não era cidade), e antes da freguesia de Porches, saímos da estrada nacional 125 e entrámos numa via secundária que nos levou até à praia da Marinha.
O mar não estava bom para a pesca e apanha das santolas. Havia alguma vaga de sueste, mar do desagrado dos caçadores submarinos do Algarve porque turva a água anulando a visibilidade e provocando forte ondulação. Única vantagem, trás para a costa algarvia água mais quente vinda dos lados da distante África.
Enchemos o barco de tela com a bomba de ar manual (exercício de aquecimento para toda a rapaziada) e entrámos com alguma dificuldade na água pois a ondulação rebentava razoavelmente na praia. Depois de extenuantes remadelas aproximámo-nos das rochas isoladas na água em cuja base submersa, garantiam os n/ amigos já conhecedores do local, diziam haver muitas santolas. Ainda saltámos para a água, mas não se via um palmo à frente do nariz. Impossível localizar as santolas que, ainda para maior dificuldade, costumam camuflarem-se com algas verdes e castanhas na carapaça só sendo visíveis pelos olhos de pescador experiente. Desistimos da pesca e empreendemos a viagem de regresso à praia, ponto de partida. Entretanto, o mar de sueste piorou aumentando a altura da ondulação. Quase no final do trajecto percorrido, depois de muitas remadas sobre as ondas que agitavam perigosamente o frágil barco, aproximámo-nos da praia. O Luís que ia aos remos (era o “patrão” e dono do barco), manteve a proa do insuflável para fora, virada ao mar, aguardando a periódica redução da ondulação que a vaga de sueste costuma ter. Dizem os marujos experientes do Algarve que após sete ondas (mares) seguidas vem um pequeno período de acalmia. A bordo, os restantes membros da tripulação confiaram no saber náutico do Luís e, por isso, não obstante as sacudidelas do barco, aguardámos despreocupados que ele realizasse a manobra.
Na altura que o n/ remador achou oportuno, este remou fortemente para levar o barco de popa para a praia “ciando”, mas um golpe de mar imprevisto virou a embarcação deitando ao mar todos nós e os respectivos equipamentos – espingardas, óculos, respiradores, barbatanas e sacos de rede. Com a força da rebentação, tudo o que estava a bordo -- homens, equipamento e até o barco e os remos – foi levado velozmente para a praia. Não houve pânico pois estávamos quase em terra, mas houve, sim, muita confusão e ansiedade!
Após alguns minutos de atordoamento, recuperámos a boa disposição e os equipamentos espalhados pela praia.
Nunca antes tínhamos passado por experiência igual…
No regresso a Portimão, seguimos a trás do carro do Luís e do Agostinho.
Ainda perto da praia, passando junto a um pequeno pomar de figueiras, o Pedro pediu-me para parar o carro, pois tinha uma necessidade fisiológica a fazer.
Saiu do carro e dirigiu-se a uma figueira “sovena” que estava junto à estrada. Ao ver os seus suculentos figos de cor acastanhada e raiados de maduros (arreguadinhos como se diz no Algarve) apanhou alguns e começou a comê-los, mesmo debaixo da árvore. Afinal, a necessidade fisiológica era outra…
Entretanto, sem nos termos apercebido, apareceu um camponês que, irritado, perguntou ao Pedro:
-- “ Você veio cá cavá-las, para agora vir comer os figos?”
Naquele tempo ainda cavavam as figueiras, na altura própria, para eliminar as ervas daninhas, oxigenar a terra e facilitar a recolha da folha para o gado).
E continuou dizendo:
-- “ Olhe que eu sou o dono desta fazenda!”
O meu amigo Pedro ouviu o proprietário e perguntou-lhe:
-- “ Como é que eu posso certificar-me que o senhor é o proprietário; trás consigo a escritura?”
O lavrador olhou espantado o Pedro ao mesmo tempo dizendo:
--“E esta hein! Que pouca vergonha!”
O meu amigo, mais conciliador, pôs água na fervura dizendo-lhe:
--“ Diga lá quanto tenho que pagar pelos figos que comi!
Você não quer vender a propriedade?”
Perante esta proposta, o lavrador sorriu afirmando:
-- “Coma os figos que lhe aprouver. Se me fizer uma boa proposta, eu vendo-lhe a fazenda, mas quero alguns milhares de contos de reis.“
Não me recordo o valor exacto pedido pelo homem, mas era muito dinheiro...
Perante a exorbitância pedida pelo pequeno proprietário daquela reduzida parcela de terreno, com meia dúzia de figueiras e algumas oliveiras (estávamos no período de grande procura, por especuladores imobiliários nacionais e estrangeiros, de terrenos agrícolas junto à costa algarvia para construção de moradias), o Pedro respondeu-lhe:
-- “Por esse valor, você deve pagar uma elevada contribuição rural! Tenho que ver isso nas Finanças de Lagoa.
Ao ouvir falar em Finanças (fisco), o lavrador desorientou-se e exclamou:
-- “ Não me desgrace…”
O meu amigo Pedro acrescentou que, por aquele preço, não estava interessado na compra da fazenda e, regressando ao carro, voltou-se sorrindo para o proprietário dizendo-lhe:
-- “Não faça caso amigo, eu estava a brincar consigo, e muito obrigado pelos figos!”

Regressámos a Portimão comentando o desaire da pesca às santolas, da aflição do pobre lavrador ao ouvir falar do fisco, e dos saborosos figos que eu, afinal, não cheguei a provar!


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